Notícia

03/10/2018

Urna eletrônica garante segurança nas eleições

As polêmicas por trás do funcionamento das urnas eletrônicas no Brasil reascendem a cada eleição. Com a proximidade da disputa eleitoral brasileira, marcada para 7 de outubro, não é diferente. Mais uma vez, o assunto vem à tona, porém, testes feitos atestam a segurança do aparelho de votação.
 
 
 
Implantada nas eleições brasileiras de 1996, nestes 22 anos são frequentes os casos de suspeita de fraude na urna eletrônica. No entanto, nenhum caso até hoje foi identificado e comprovado, reforça promotor de Justiça João Pedro Togni. “As urnas todas passam por auditoria, são lacradas. O lacre é feito na presença do juiz e do promotor eleitoral. Não há notícias de fraude desde a sua implantação. Não há notícia de manipulação. É um sistema testado inúmeras vezes, moderno, que apresenta somente benefícios”.
 
 
 
De acordo com o juiz eleitoral da 94ª Zona Eleitoral, Alejandro Rayo, que atende Frederico Westphalen, Iraí, Vicente Dutra, Caiçara, Pinheirinho do Vale, Taquaruçu do Sul, Vista Alegre e Palmitinho, a urna é uma das invenções mais consideráveis, e até mesmo invejáveis, já produzida no Brasil. “A gente tem que parar com essa mania de falar mal da nossa urna eletrônica. Temos esse complexo de vira-lata que, mesmo quando o mundo todo inveja, o brasileiro fala mal. É um sistema rápido e seguro. Tudo o que se fala da urna eletrônica é infundado, é imaginação, nunca se encontrou nada de concreto contra e não há nada que desabone a nossa urna eletrônica”, salientou.
 
 
 
Até completar o ciclo de preparação para a votação, a urna passa por diversos procedimentos, sendo aprimorada constantemente pelos técnicos da área de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Importante destacar que as próprias equipes de desenvolvimento de software do Tribunal é que produzem e desenvolvem todos os programas das eleições, inclusive aqueles que que estão sendo inseridos na urna eletrônica”, explicou o chefe do cartóri de Frederico Westphalen, Felipe Trevisan Amaro. 
 
 
 
 
Processo de preparação das urnas
 
Quem pensa que elas ficam guardadas e só são utilizadas em ano de eleição, se engana. De acordo com Amaro, elas são testadas pelo menos três vezes ao ano, quando também são realizadas manutenções.
 
 
Nesta semana iniciou o trabalho de identificação e instalação do sistema das urnas no cartório de Frederico Westphalen, onde uma equipe de pessoas contratadas faz os testes necessários e deixa os equipamentos de votação prontos para serem encaminhados até as 227 seções da 94ª Zona Eleitoral.
 
 
– Em resumo, são atualizados o relógio e a data das urnas, feita a carga do software com os dados dos candidatos que é igual para todas as urnas e dos eleitores, que as tornam exclusivas para aquela seção, depois faz-se então o autoteste, a urna é lacrada e identificada –, explicou o Amaro.
 
 
No sábado, 6, elas começam a ser entregues nos locais de votação, onde são instaladas e só serão abertas às 8h do dia 7. “No caso de alguma intercorrência, teremos algumas urnas de contingência para substituir as que apresentarem problemas”, explicou.
 
 
O juiz eleitoral da 132ª Zona Eleitoral, com sede em Seberi, que atende também Erval Seco e Dois Irmãos das Missões, Marco Aurélio Antunes dos Santos, esclarece que nenhum dispositivo pode acessar o conteúdo da urna. “As urnas não ficam conectadas à internet, não há nenhuma possibilidade de violá-la. No dia da votação, o que enviamos por internet, em rede isolada, é o resultado de cada urna e isso é conferido com os boletins de urna já impresso, não tem como modificar. Os eleitores podem ficar absolutamente tranquilos com relação a isso, a urna é um dispositivo extremamente seguro”.
 
 
 
 
Testes de Segurança
 
Todos os anos, no Rio Grande do Sul, por exemplo, são sorteadas oito urnas que mesmo após estarem instaladas em seus locais de votação, são recolhidas e encaminhadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para serem auditadas. De acordo com Rayo, com elas é feita uma simulação de votação, onde os votos são feitos em papel e eletronicamente, e também são filmados. Nunca houve divergência nos resultados.
 
 
 
O juiz de Seberi reforça que neste ano, uma nova auditoria será feita. “Em 2018 outras oito urnas passarão por outro tipo de verificação. Os códigos serão impressos antes de começar a votação, no dia das eleições, e feita a conferência ao final do pleito”, diz dos Santos.
 
 
 
Além disso, o sistema eletrônico de votação e a urna passam periodicamente por Testes Públicos de Segurança obrigatórios, que fazem parte do próprio projeto de preparação de uma eleição. Esses testes asseguram a melhoria contínua dos programas empregados, por meio de sugestões vindas de especialistas de alto gabarito em Ciência e Tecnologia da Informação, tanto de organismos públicos quanto de instituições privadas.
 
 
 
 
 
 
Fonte: Heloise Santi - Folha do Noroeste
Postado por Rádio Nativa FM/ MFB

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